AO MACHADO, COM AMOR!

AO MACHADO, COM AMOR!

Lembro-me da atenção dos meus olhos quando se despojaram em cima da tua biografia. Era um trabalho colegial, desses que muitos alunos selecionam, copiam, colam e imprimem. Como não sou um deles, fui a fundo à tua vida. Confesso que a simples pesquisa me abriu a porta que, antes, era taxada de velha e chata por mim. Abriste, condecorando-me, a porta da literatura.
Tu me apresentaste Guiomar. Logo depois, o Brás, o Bento, a Capitu, o Quincas, a Helena…
Ah, Machado, hoje escrevo por tua culpa. Neste momento, escrevo pra ti. Não é uma coisa que faço constantemente – tratando-se do meu ídolo, fico sem versos, sem prosa. Mas cá estou rabiscando algumas linhas para dizer-te que preencheste uma lacuna que em minha vida faltava.
Não quero que encares como homenagem, nem como fanatismo. Quero que encares com orgulho. Orgulho por teres chegado ao teu objetivo [assim acredito] de levar a arte literata às vidas de meros mortais como eu.
Desculpe-me se estou atrapalhando teus estudos sobre a geologia dos campos santos, mas escrevi só para constar que foste tu o caminho que me levou a um mundo melhor [e que posso chamar de meu].

Severino Figueiredo

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